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Prefácio de Justino Magno de Araújo

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A P R E S E N T A Ç Ã O

Mais uma vez, a ilustre confreira FRANCES DE AZEVEDO nos brinda com uma bela obra sobre a nossa querida Academia Cristã de Letras, nesta ocasião abordando as figuras daqueles que se dedicaram às áreas das Ciências Jurídicas, quer como membros integrantes (antigos e atuais), quer como patronos do aludido Sodalício.

Desse modo, como anteriormente já fizera, com alusão às figuras femininas que ornamentam a nossa entidade, este é um trabalho de suma importância, na medida em que homenageia todos aqueles que se dedicaram ao Direito, escolhendo-o como paradigma, quer no campo da advocacia, na magistratura, no Ministério Público, ou ainda nas áreas da Procuradoria ou Consultoria.

Na História da Civilização Humana, o Direito revelou-se imprescindível para o seu desenvolvimento, na medida em que possibilitou a caminhada rumo aos valores fundamentais da organização das sociedades, sobretudo no respeito às garantias dos Direitos Humanos.

Os advogados revelaram-se os responsáveis pelo fortalecimento das instituições, a partir do estabelecimento de regras garantidoras da segurança social.

Por conseguinte, o aperfeiçoamento dos regimes políticos está intimamente ligado às pessoas dos causídicos, sobretudo no campo democrático.

A evolução do Direito é das mais apaixonantes, desde o aparecimento da Lei das XII Tábuas, no ano de 450 A.C., na promulgação da Magna Carta, no ano de 1215 na Inglaterra, passando ao depois pelo reconhecimento do Bill of Rights, de 1689, até a publicação do magistral Código Civil de Napoleão, de 1804.

Em todos esses períodos o papel desempenhado pelos advogados revelou-se notável, bem como de todos os que se dedicaram à causa da Justiça.

Como bem anotou o grande RUI BARBOSA, o fabuloso RUI, o maior de nossos juristas, e igualmente um dos patronos de nossa Academia:

“ A Lei e a Liberdade são, com efeito, as tábuas da lei da vocação de advogado. Nelas se encerra, para ele, a síntese de todos os mandamentos. Não desertar a justiça nem cortejá-la. Não lhe faltar com a fidelidade, nem lhe recusar o conselho. Não transfugir da legalidade para a violência, nem trocar a ordem pela anarquia. Não antepor os poderosos aos desvalidos, nem recusar patrocínio a estes contra aqueles. Não servir sem independência a justiça, nem quebrar da verdade ante o poder. ... Amar a pátria, estremecer o próximo, guardar fé em Deus, na verdade e no bem “. (in “Orações de Paraninfo”, Revista da Língua Portuguesa, pág. 390).

Em relação aos magistrados, RUI igualmente afirmou:

“O juiz não deve ter preocupações; deve sentir a sua consciência inteiramente serena, deve encarar as duas partes sem nenhuma tendência, para uma ou para outra. ” (in Obras Completas”, vol. XXXIII, Tomo I, pág. 17).

O presente trabalho, por isso mesmo, é digno de encômios, a exemplo do que anteriormente já fizera o conspícuo Acadêmico Helio Begliomini ao trazer a lume a obra sobre “Mulheres Notáveis e Pioneira na Área da Saúde no Brasil no século XIX”, bem como no opúsculo sobre o “Memorial Produção de Valor da Academia Cristã de Letras”.

Nossas mais sinceras congratulações, portanto, à brilhante Acadêmica Frances de Azevedo por mais esta bela contribuição às letras nacionais, ela que é uma dedicada advogada, com destacada atuação no âmbito profissional, não apenas na Ordem dos Advogados do Brasil, como também na Associação Comercial de São Paulo e na Sociedade Veteranos de 32 – MMDC.

Não poderíamos esquecer que ela, além de escritora e advogada é também poeta, trovadora, contista, cronista e declamadora, e autora de vários livros, como: Poesias sobretudo (2004), Poemas Paulistas (2011), África em Prosa, e Versos e Reversos (2016), Reflexões Instantâneas-Artigos e Crônicas.

Que os leitores desta obra possam desfrutá-la, a exemplo das anteriormente lançadas pela competente escritora e pesquisadora Frances de Azevedo, e que somente engrandece a Academia Cristã de Letras, com mais este admirável opúsculo.

*Justino Magno Araújo: Professor; Doutor em Direito Civil pela USP; Desembargador Aposentado; Escritor; Poeta, Cronista. Ocupa a Cadeira 17 da Academia Cristã de Letras. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e ao Instituto dos Advogados de São Paulo. Publicou diversas obras, entre as quais: O Tribunal de Justiça de São Paulo através dos tempos; Inexecução do contrato Leasing (ambas pela Editora Juarez de oliveira); Saber Viver (Crônicas Poéticas) -2021; Perfis Poéticos de Grandes Autores Nacionais. É detentor de medalhas, menções honrosas, troféus.