Acadêmico
LUIZ EDUARDO PESCE DE ARRUDA
Nasceu em Araras - SP no dia 28 de março de 1960.
Coronel veterano da Policia Militar do Estado de São Paulo.
Graduação (Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo) - Curso de Formação de Oficiais - Polícia Militar do Estado de São Paulo (1981),
Graduação em Direito (1997),
Graduação em Comunicação Social (1986),
Estágio de especialização em liberdades públicas e ssgurança interior ( École Nationale d' Administration - ENA - Paris).
Eatágio de Oficial de Policia Comunitária - Michigan State University.
Estágio ds Policia Comuitária - Universidade de Ottawa (1996).
Estágio de Policia Comunitária - Jica - Japão (2005).
Mestrado profissionalizante (1999).
Doutorado (2007) em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Doutorado em História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com o tema: "São Paulo, 1932 e a gusrra da propaganda" (tese transformada em e-book).
Membro externo da Comissão Própria de Avaliação da Faculdade de Filosofia de São Bento - SP.
Diretor do Histórico e Geográfico de SP.
Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.
Membro do Instiruto de Geografia e História Militar do Brasil.
Peaquisador Associado do Centro de Estudos e Pesquisas em História Militar do Exército.
Conselheiro da Aliança Francesa de SP.
Membro da Comissão de Civismo e Cidadania sa Associação Comercial de SP - COCCID.
Entrevistado regilarmente sobre temas históricos pela Rádio Justiça (STF).
Autor musical e teatral, consultor histórico de documentários, novelas e minisséries sobre o movimento Comstituciomalista de 1932.
Oficial da Ordem Naciomal do Merito, por decreto do Preaidente da Repúlica Francesa (2012).
Produção disponível na plataforma Lattes
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Fundador
Afiz Sadi
Posse: 08/10/1982 - (1º ocupante)
(1924-2010)Eu o conheci a distância, ainda enquanto acadêmico de medicina. Eram os idos de 1977. Enquanto quinto-anista, interno e monitor de urologia, tomei conhecimento de seus livros e neles estudava tópicos da especialidade que abraçaria em minha atividade profissional. À época, jamais imaginaria que nossa vida também se cruzaria na vida associativa, cultural e literária.
Recém-egresso da residência em urologia do querido Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, Afiz Sadi admitiu-me, em 1982, no programa de pós-graduação em nível de mestrado em urologia da tradicional Escola Paulista de Medicina (EPM), hoje, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele era sério e austero no comando de sua disciplina. As reuniões clínicas matinais obrigatórias realizadas todas as quintas-feiras eram apinhadas de participantes, envolvendo todo o calidoscópio da vida acadêmica: internos, residentes, assistentes, pós-graduandos, visitantes – inclusive de outros países –, e docentes.
Tive a felicidade de findar e ver aprovada minha tese em 1984, com a perspectiva de continuar estudando na instituição. Entretanto, sem bolsa de estudos e já tendo dois dos meus três filhos, optei por adiar esse caminho.
Afiz Sadi nasceu aos 15 de agosto em 1924. Era descendente de família libanesa e natural de Jardinópolis (SP). Filho de vendedor ambulante, mudou-se para Belo Horizonte onde se graduou pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Lá conheceu Juscelino Kubistchek de Oliveira, que, além de político, era urologista e lhe forneceu inspiração para que seguisse a mesma especialidade. Após sua formatura, através de concurso, transferiu-se para a EPM, onde fez doutoramento e livre-docência em 1955.
Sucedeu a Rodolpho de Freitas e foi o segundo professor de urologia da EPM, nela pontificando como titular por 30 anos (!) 1964-1994, até sua aposentadoria compulsória, não deixando, contudo, de exercer a medicina em seu consultório.
Igualmente, colaborou com outras instituições de ensino em seus albores. Foi professor titular de urologia na Faculdade de Medicina de Santos (1967-1974) e paraninfo de sua 1o turma, em 1972; professor titular de urologia na Faculdade de Medicina do ABC (1972-1976) e diretor dessa escola de 1973-1974.
Na Escola Paulista de Medicina fundou a Residência Médica em 1962 e a Pós-Graduação em 1975. Presidiu a Comissão de Ética Médica e Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – sede nacional (1976-1977), cargo que tive o privilégio de exercer por três vezes (1998-1999; maio a julho de 2003 e 2004-2005) e a honra de tê-lo tido como meu predecessor havia 21 anos.
Contudo, sua influência e interação com seu pares tornaram-no também presidente do Departamento de Urologia da Associação Paulista de Medicina e presidente da seccional de São Paulo da SBU (1986-1987). Ingressou como membro titular da Academia de Medicina de São Paulo em 1956, escolhendo para patrono Rodolpho de Freitas, seu antecessor e primeiro professor de urologia da Escola Paulista de Medicina. Nesse sodalício permaneceu por 54 anos (!), galgando a condição de membro emérito. Outrossim, teve o privilégio de ser membro honorário da Academia de Medicina de Minas Gerais e da Academia Nacional de Medicina. Desfrutou também a condição de membro emérito da Sociedade Brasileira de Urologia.
Afiz Sadi era dotado de grande cultura e notória habilidade em preparar discursos e panegíricos. Dedicou-se também à literatura, produzindo ensaios, trabalhos em historiografia e crônicas. Entretanto, sua sensibilidade e vivacidade tornaram-no particularmente um notável poeta.
Afiz Sadi era dotado de memória prodigiosa e grande lucidez, mesmo em idade provecta. Lembro-me com uma mescla de saudades e ternura de suas gentis palavras contidas no discurso de saudação, quando me recebeu em memorável sessão de gala no anfiteatro nobre do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo como membro titular da cadeira no 10 da insigne Academia Cristã de Letras, em 22 de março de 2000. Aliás, nesse cenáculo literário teve o privilégio de enobrecer seus pares de profissão, tornando-se, ao longo de 43 anos, um dentre os três presidentes médicos desse silogeu, exercendo seus dois mandatos (1988-1989 e 1990-1991) com galhardia e denodo. Com a honra de presidente emérito, foi fundador da cadeira no 40, tendo escolhido para seu patrono Gibran Kalil Gibran, e nela permanecendo como titular durante 28 anos!
Dentre suas 40 comendas recebidas, destacam-se: medalha da Marinha Brasileira e da Independência da República Árabe Síria; Gran Cruz de mérito nacional; menções honrosas em poesias da Câmara Municipal de São Paulo e medalha Anchieta da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Afiz Sadi tinha como hobby o estudo da tapeçaria persa e o preparo de alguns quitutes gastronômicos. Colaborava com artigos desde 1983 na secção “Tendências” da Folha de S. Paulo e, ultimamente, no jornal da Associação Paulista de Imprensa. Foi autor de dez livros de urologia e 12 livros de poesia e prosa.
Tive o privilégio de ter seu prefácio em três dos livros que escrevi, sendo, o último, Entressafra, lançado há pouco, que infelizmente só o conheceu antes do prelo.
São de sua lavra dentre outras obras: Urologia Clínica e Cirúrgica (1965); Ritmos e Semitons (1970); Urgências em Urologia (1971); Poesias em Vários Tons (1971); Patologia Urogenital (dois volumes, 1975); O Tempo e a Vida (s/d); Ritmo e Poesia (1979) Prosa & Verso (1992); Hiperplasia da Próstata – Adenoma (1998); Academia Cristã de Letras – 38 Anos (2005) e Correr do Tempo (poesias, 2008).
Hugo Beolchi Júnior, médico, escritor e crítico literário, que o recebeu na Academia Cristã de Letras em 1982, assim comentou nessa efeméride sobre Afiz Sadi e três de seus livros de poesias: “(...) Batista Pereira ao tentar aferir a vida de Ruy Barbosa, estupefato, somente pôde escrever iniciando seu trabalho: ‘Ruy é um mundo’. O que poderia eu dizer da vossa vida, acadêmico Afiz Sadi, senão o mesmo, numa admiração comovente e profunda? – Afiz Sadi é um mundo. (...). Em Ritmos e Semitons, nascido em 1970, vosso livro de estreia, encontramo-nos com uma coletânea de lirismo, trescalando a mansidão da sua alma, com acentos de uma angústia sem desnivelamento emocional. Em Poesias e Vários Tons, editado em 1971, as suas poesias são rosas, e o livro um roseiral de Chiraz! São versos de amor, de elegia à esposa e mãe, expondo uma vitrine de fino lavor artístico. É um Afiz filosófico, embebido de uma ardente acentuação interrogativa.
Em Ritmo e Poesia, vindo à luz em 1979, com um prefácio esplendoroso do professor Carvalhal Ribas, o poeta atinge um modernismo não hermético. Revive suas angústias e divagações, deixando sempre um traço da infinita aceitação do destino”.
Ainda há pouco compartilhávamos de momentos de grande enlevo e cultura nas tertúlias da Academia Cristã de Letras – sodalício que muito estimava e onde, por sua vez, era estimado pelos seus membros –, assim como nos entretínhamos e nos preocupávamos com os trabalhos da diretoria da vetusta Academia de Medicina de São Paulo.
Afiz Sadi, contrariando o tempo que parecia ter parado de correr, faleceu em 30 de junho de 2010, aos 85 anos, deixando, além da esposa, Sra. Leila, três filhos – um deles, Marcos Vinícius Sadi, afamado urologista –, cinco netos e um apreciável somatório de serviços prestados à urologia, à ciência, à intelectualidade e à literatura. (Fonte: Helio Begliomini, titular da Cadeira 10 da ACL).
Patrono
Gibran Khalil Gibran
(1883-1931)Foi filósofo, escritor, poeta, ensaísta e pintor libanês. Sua obra reflete a espiritualidade e os princípios que levam aos patamares mais altos da alma humana. É conhecido por ter criado frases inspiradoras. Seu livro mais conhecido é “O Profeta”.
Khalil Gibran (1883-1931) nasceu em Bsharri, nas montanhas do Líbano, no dia 06 de janeiro de 1883. Viveu a maior parte de sua vida nos Estados Unidos, para onde se mudou com sua mãe, o irmão e duas irmãs no ano de 1894. Nascido Gibran Khalil Gibran, reduziu seu nome para Khalil Gibran. Em 1898 retornou para o Líbano onde completou seus estudos árabes, no Colégio da Sabedoria, em Beirute.
Em 1902 voltou para os Estados Unidos. Nessa época escreveu poemas e meditações para um jornal árabe, publicado em Boston, chamado O Emigrante. Dedicou-se à pintura e ao desenho, numa arte mística que lhe é própria. Uma exposição com seus primeiros trabalhos despertou o interesse de Mary Haskell, diretora de uma escola americana, que lhe ofereceu um curso de artes em Paris. Publicou “A Música” (1905) e “As Ninfas do Vale” ( 1906).
Entre os anos de 1908 e 1910, Khalil Gibran estudou em Paris, na Académie Julien, onde produziu telas com temas místicos.
Uma de suas telas foi escolhida para a Exposição de Belas Artes. Nessa época escreveu “Espíritos Rebeldes” (1908). Em 1910 volta para Boston e nesse mesmo ano muda-se para Nova York, onde reúne em volta de si, diversos escritores libaneses e sírios, que formam uma academia literária (A Liga Literária), que publicava duas revistas árabes: As Artes e O Errante.
Entre outros livros escritos em árabe estão: “Asas Partidas” (1912), “Uma Lágrima e um Sorriso” (1914), “A Procissão” (1919) e “Temporais” (1920).
A partir de 1918, Khalil Gibran passou a escrever alguns de seus livros em inglês, entre eles: “O Louco” (1918), “O Precursor” (1920), “O Profeta” (1923), “Areia e Espuma” (1927), “Jesus, o Filho do Homem” (1928) e “Os Deuses da Terra” (1931). Sem abandonar a pintura, ilustrou seus livros e seus quadros foram expostos em Boston e em Nova York.
Khalil Gibran faleceu vítima de tuberculose, em Nova York, no dia 10 de abril de 1931, aos 48 anos de idade. Após sua morte, foram publicados os livros: “O Errante”, “O Jardim Secreto do Profeta” e “Curiosidades e Belezas”.
(Fonte: Internet: e- Biografias. Top Biografias).
Discurso de recepção
Discurso de recepção - Cadeira nº 40
Discurso de posse
Discurso de Posse - Cadeira nº 40

