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juca 17 00630by Di Bonetti

Hoje, 21 de março de 2026, Juca de Oliveira viajou para outro lado do tempo. Foi encontrar os que já partiram. A família, os amigos e os companheiros de jornada.
Deixa uma imensa lacuna. Não apenas pela perda do grande ator, mas pela partida de um homem raro, sábio, humano e profundamente verdadeiro.

Tive o privilégio de conviver com Juca na Academia Paulista de Letras, quando ali estive como jornalista e assessora de comunicação. Nossa convivência foi linda, feita de pequenos gestos que revelavam a grandeza de seu caráter.
Juca não se deslumbrava com a fama. Mantinha-se íntegro, simples, fiel à sua humanidade.
Olhava nos olhos quando falava com você.
Tratava todos como iguais.
E isso, para mim, marca verdadeiramente um grande homem.

Guardo na memória sua posse na Academia, e também a posse de Maria Adelaide Amaral, momentos que tive a alegria de registrar em fotografias que hoje se transformam em preciosas lembranças.

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Jamais esquecerei também a noite em que acompanhei o poeta Paulo Bomfim à estreia de Rei Lear.
Naquele dia, o palco parecia pequeno diante da grandiosidade do ator.
Juca não interpretava, ele se tornava o personagem.
Era teatro na sua forma mais alta, mais digna, mais humana.

juca 9 fb5a7Estréia de Rei Lear

Mas guardo comigo uma lembrança ainda mais íntima.
Em uma situação difícil, na Academia, Juca, com sua voz firme e ao mesmo tempo doce, me defendeu com elegância e coragem.
Nunca esquecerei esse gesto.
Ali vi, mais uma vez, o homem por trás do artista.
E o homem era tão grande quanto o ator.

Querido amigo,
minhas orações para que sua nova caminhada seja plena de luz.
Que seu sorriso largo e sincero continue iluminando outros planos, como iluminou tantos momentos aqui na Terra.

Você parte, mas permanece na memória, na arte, e no coração daqueles que tiveram a graça de conviver com você.

Com carinho e gratidão,
Di Bonetti

 

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